Vidas encarceradas
14/06/2016
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Ouviu-se um tiro
depois outro
e outro
e ainda outro
a bala rodopiou
quebrou os espectros de luz
formou-se um arco íris
falhou o meu peito
caio no chão
não estou morta
então, porque caio!?
Sinto um liquido
não é vermelho
é incolor, quente e salgado
a minha alma esvai-se
o tiro furou-a
há nela, na alma
espectros por inquebrar
e por isso levanto-me
abro o peito
dou abraços
e vou para a rua gritar.

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