Perfil de Estilo: Francisca Dias
27/10/2016
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Francisca Dias, Mação/Lisboa.

Conhecemos a Francisca há cerca de um ano atrás na entrada do Centro LGBT em Lisboa. Ela aceitou o desafio de falar-nos um pouco de si e do seu estilo. É cozinheira, sempre o quis ser desde muito pequena. Adora cozinhar e o ambiente de uma cozinha profissional. Diz que é meia do campo meia da cidade. Isso tem uma influencia grande em quem é.

 

Como defines o teu estilo?

Como defino o meu estilo…

Essa é uma pergunta complicada. Não sigo nenhum padrão “pré-definido”, visto-me como gosto, sempre o fiz. Mas posso defini-lo como meio urbano, meio “vintage”.

 

Qual é a pessoa que dirias que é o teu icon de moda e porquê?

Não tenho nenhum icon de moda, nunca tive.

Simplesmente vejo o que há no mercado e faço as minhas escolhas e as minhas misturas.

Sweater: da mãe, casaco de ganga: da mãe, calças: H&M, sapatos: Pull and Bear, relógio: Fossil

Quanto do teu estilo é influenciado pela tua identidade?

Claro que o meu estilo é influenciado por quem sou, pela minha identidade.

A roupa não deve de ser um casulo, mas sim o espelho de quem somos.

Por isso visto o que gosto. Não estando preocupada com as opiniões dos outros.

 

Qual é o teu maior desafio quando compras roupa?

O meu maior desafio ultimamente é encontrar uma peça de roupa que gosto.

Às vezes não me revejo nas colecções. Mas há alturas que parece que tudo foi feito a pensar em mim e fico como uma criança na Disney.

Sweater: Pull and Bear, leggings: Shop One, sapatos: Ericeira Shop, relógio: Fossil.

Quais são as peças de roupa favoritas que tens no teu armário e porquê? 

Adoro uma saia da minha avó com um padrão floral que foi feita por ela.

Os meus camiseiros “vintage” e uma camisola de lã que a minha mãe tricotou.

Gosto destas peças porque todas têm um significado especial para  mim.

Mas a saia da minha avó é das mais importante. Pois a minha avó é das pessoas mais importantes para mim, na minha vida.

Foi ela que me ensinou muitas coisas, como cozinhar e bastante bem por acaso, costurar, ver as horas e muitas coisas sobre agricultura. E para mim poder usar uma peça que foi dela e algo mágico.

 

É fácil para ti comprar roupa? Qual o teu sítio favorito para comprar roupa?

Faço compras nas lojas normais, vou vendo o que há.

Mas adoro ir às compras à Feira da Ladra, há lá sempre uns achados óptimos.

 

A comprar roupa, qual foi/é o teu maior fail?

Nem sei qual foi o meu maior fail em termos de compras. Normalmente faço as minhas compras com pés e cabeça.

Camisa: Feira da ladra, leggings: Shop Ones, relógio: Fossil

Achas importante a visibilidade queer, porquê?

Sim, acho importante.

Acho que cada pessoa tem de seguir o que sente, ser quem realmente é.

Mas às vezes há falta de compreensão e abertura. E por vezes as pessoas ficam reprimidas, mas quando se libertam e começam e agir como são, ficam mais felizes e optimistas.

 

Achas que a moda ajuda a criar espaços inclusivos, de comunidade e expressão diferenciadas?

Sim. Se uma pessoa com o seu estilo fizer com que outra se questione sobre o porquê dela se vestir daquela maneira, e comentar de forma construtiva, já se deu um passo em frente na mudança de mentalidades.

A moda também liga as pessoas, criando grupos onde a expressão se pode tornar mais intensa e com mais força.

 

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O queeringstyle é um espaço queer feminista, que tem como missão a visibilidade de discursos, de identidades variadas para que pessoas possam falar de si, estar e ocupar espaço.
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