Mínimo múltiplo comum – reflexões ativistas
21/01/2016
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Discutia-se a sigla. O que é, para quem é e o quê, a quem representa. Quem é que representa?

Falou-se no privilégio de marchar enquanto pessoas morrem. Diz-se que para tudo isto que fazemos existe um propósito. Existe mesmo.
Não se ataca, já atacando, discute-se algo que é importante para quem sente implicação nestas questões. Estas questões são importantes.
Quem se sente invisível nas conversas tidas por quem se mostra a tê-las? Onde começa e acaba a legitimidade de alguns discursos, questiona-se.
Quem pode falar por, para representar quem? Quem é que se representa e onde ficam aqueles que se deixam estar no armário. Devem esses ser representadxs também? Quem merece mais?
Falou-se e disse-se como é ridículo que em tantos casos se perde demasiado tempo a discutir a mediocridade dos pormenores quando, a luta é tão grande e pessoas morrem, há gente a morrer. Morre-se.
Numa comunidade de tantas individualidades quanto de individuxs chega-se sempre à mesma conclusão ficamo-nos pelo politicamente correto, decidimo-nos pelo mínimo múltiplo comum e esquecemo-nos que esse é o mínimo. Um mínimo que é tão pouco, que é tão curto. Focamo-nos em não ferir suscetibilidades, num discurso de marginalidade e segmentarismo quando, se morre e morre-se, e morremos todxs. Porque naquilo que não se luta, não se ganha. No que não se ganha, algo se perde.
Alexa Santos

Alexa Santos

Depois de anos sem encontrar um espaço que pudesse chamar seu, Alexa criou o queeringstyle. No início uma página de Tumblr, hoje um espaço para pessoas que queiram falar, estar, partilhar. Não sabe muitas vezes parar porque, tudo o que faz vem do centro do peito. Gosta de fazer muitas coisas ao mesmo tempo, por isso é possível que se encontrem algures. Se sim, não deixes de dizer olá.
Alexa Santos

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