Les friendly: Entrevista com Eduarda Ferreira
21/05/2016
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Lembram-se de ter escrito o artigo “Onde é que elas andam?

Dizia eu, nem há dois meses que,  “Temos de criar redes que apoiem estas iniciativas e começar a sair de casa. A vida não é só pagar contas e tratar do gato (que é membro da família e não tem menos importância por ser animal de quatro patas). Com o pouco que temos, o nosso feedback, a nossa crítica construtiva e disponibilidade para fazer em conjunto, podemos fazer com que estes locais não desapareçam.”

Depois de termos publicado o artigo muitas foram as pessoas que falaram connosco no sentido tanto de dizer que se indentificaram com o que diziamos como o contrário. Muitas lésbicas não sentem que não sabem onde andam outras lésbicas. No entanto, fomos também contactadas por muitas pessoas que sentem exactamente o que dissemos no artigo:  “A inexistência destes locais torna mais difícil sabermos onde ir para conhecer alguém fora do nosso círculo, da família de amigues que já construímos. Mas também torna difícil o movimento de luta pelos nossos direitos que não será “televised”. Que se não formos nós a fazer, não acontecerá.”

E eis se não que aparece o LES friendly que quer ajudar-nos a saber, onde é que andamos e onde é que podemos andar, servindo como uma ferramenta de partilha de informação.

Com a Les Friendly podermos saber mais de onde, por onde e como andamos. É uma ferramente que se torna nossa se nos usurparmos dela, a usarmos e desfrutarmos da possibilidade de dizer bem e mal, que sim ou que não. Como em conversa de café quando alguém nos diz adoro tal sítio e a nossa resposta imediata é “Como assim?”  ou, “A-do-ro”

Essencialmente, segundo Eduarda Ferreira com quem falámos num jantar de amigas:

“Pretendemos divulgar diversos espaços, não só bares ou locais de convívio noturno, mas jardins, livrarias, lojas, miradouros, eventos, restaurantes, cafés, etc.

les friendly

Para além de partilharem locais podem também comentar os locais que já estão no mapa, dando visibilidade à diversidade de experiências e opiniões.

Através dos comentários feitos à informação partilhada no mapa é possível ir aferindo se a informação é fidedigna e significativa.

Também é possível partilhar informação sobre espaços considerados pouco ou nada LES friendly, o que permitirá identificar espaços a evitar. A classificação de um espaço como sendo ou não LES friendly está relacionada com a experiência de cada uma. O mesmo espaço poderá ter perceções diferentes por diferentes mulheres; todas as opiniões serão partilhadas de forma a se poder ter uma visão o mais completa e inclusiva possível.

Os marcadores do mapa vão ter diferentes cores de acordo com a Escala de ‘friendly’ (verde escuro – muito friendly; verde claro – friendly; amarelo – difícil de definir; vermelho claro – pouco friendly; vermelho escuro – nada friendly)”

Mas isto só funciona se as mulheres participarem com informação sobre novos locais que não estejam no mapa ou com comentários sobre o que já lá está, ajudando a criar um mapa que torne Lisboa e Porto cidades mais friendly para lésbicas.”

Ou seja, bora lá fazer com que isto seja algo de nós para nós. Para participares vai a www.lesfriendly.pt e clica em ‘Como funciona’. 😉

Lê mais na entrevista da Eduarda para o dezanove.pt.

http://dezanove.pt/novo-projecto-combate-a-falta-de-922128

Alexa Santos

Alexa Santos

Depois de anos sem encontrar um espaço que pudesse chamar seu, Alexa criou o queeringstyle. No início uma página de Tumblr, hoje um espaço para pessoas que queiram falar, estar, partilhar. Não sabe muitas vezes parar porque, tudo o que faz vem do centro do peito. Gosta de fazer muitas coisas ao mesmo tempo, por isso é possível que se encontrem algures. Se sim, não deixes de dizer olá.
Alexa Santos

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