Pop
Entrevista: Surma
30/03/2016
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1 – Primeiramente, como e quando começou o projeto Surma? E já agora qual a origem do nome?

O projecto Surma começou primeiramente por uma página no facebook, nada sério! Tinha acabado de sair da banda e decidi seguir por um caminho “one man band”, neste caso, “one woman band” sem ter nada ainda definido no que toca à sonoridade nem mesmo à estética de página, lancei com low expectations no máximo! Isto tudo em meados de Outubro de 2014, comecei a sério com o projecto em Janeiro de 2015, é uma coisa bastante recente ainda. O nome veio de um documentário que estava a assistir, na altura, sobre tribos indígenas em que uma dessas tribos se denominava de Surma, o nome ficou automaticamente na minha cabeça e no ouvido, tinha vários nomes escritos num caderno mas assim que ouvi o nome Surma foi logo automático e senti que tinha que ser aquele!

 

2 – Dizes estar ainda numa fase experimental em termos de sons e da sonoridade que podemos associar a Surma, o que te traz imensa liberdade criativa, no entanto o teu processo criativo varia muito ou tens alguns hábitos/rituais criados nesse sentido?

Desde o início que quero levar as pessoas para um outro mundo quando ouvem Surma, nunca gostei muito de labelizar a música que faço mas acho que o caminho experimental/noise sempre esteve muito presente desde o início do projecto. Não costumo ter nenhum ritual em específico, é juntar cada vez mais coisas e o que me vem à cabeça.

 

3 – Quais são as tuas maiores influências e que artistas te inspiram?

Eu sou muito por fases mas vou atirar Annie Clark (St.Vincent), Nanome, Grouper, Agnes Obel e Sleep Party People!

 

4 – Com que artista/banda gostarias de colaborar no futuro?

Annie Clark, sem sombra de dúvida!

 

5 – Desde que começaste esta aventura a solo, existem alguns momentos que te tenham marcado em especial e que queiras partilhar?

Todos eles me marcaram de maneiras diferentes, os sítios variam, as pessoas variam, tudo varia. Só tenho a dizer que tem sido uma viagem louca num sentido tão positivo que nem sei descrever por palavras.

 

6 – O que podemos esperar da Surma para 2016?

O que podemos esperar…Ora um videoclip para breve e mais não posso dizer hehe mas talvez um bandcamp ou até mesmo um EP para o final do ano :)

 

7 – O que dirias às raparigas que gostavam de começar um projeto musical mas que ainda não tiveram coragem suficiente para dar os primeiros passos?

Tudo custa ao início e é muito trabalhoso e cansativo mas com vontade, esforço e dedicação tudo se faz. Não desistam nunca e se querem muito uma coisa é agarrar nela e ir para a frente sem medo. Ao início vai ser muito stressante e com muitos nervos à mistura mas vale tudo muito a pena no final :)


///HAVE YOUR OWN CUNTROLE\\\
 
 
– Quais seriam as três pessoas (mortas ou vivas) que gostavas de convidar para um jantar?

Hmm pergunta difícil ahah talvez Stina Nordenstam, Ian Curtis e Sarah Vaughan.

 

–  Completa a frase “Antes de morrer…”

Antes de morrer gostaria de tocar por todo o mundo hehe

 

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Raquel Smith-Cave

Raquel Smith-Cave

Se vão a festas queer, encontram-na lá a dançar na pista e a cantar por cima dos hits dos anos 2000.
Não se deixem enganar pela sua timidez, pode conversar horas a fio e tem sempre algum facto sobre música ou televisão que nunca tínhamos pensado antes.Com opiniões espevitadas, traz-nos opiniões e listas, do que ver e ouvir.
Raquel Smith-Cave

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