Semanário
Assim foi: Janeiro
03/02/2017
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Sabemos que gostam muito do nosso semanário mas já perceberam que semanalmente não dá então, decidimos tentar este formato.

A ideia é olhar para as coisas que aconteceram durante o mês que passou e no primeiro dia de cada mês (ou seja mais ou menos na primeira semana de cada mês) fazer uma retrospetiva sobre o que aconteceu no mês anterior.

Janeiro é só o primeiro mês do ano e já tanta coisa aconteceu.
Sim, vamos falar de Trump.

De como o pior candidato à presidência dos EUA de todo o sempre ganhou as eleições (concordemos ou não com a forma como são/foram feitas). Esta eleição levou a uma marcha mundial de mulheres contra Trump. Em Portugal com o hashtag, #NãoSejasTrump, foram várias as pessoas em várias cidades do país que se juntaram para protestar contra este homem mas também contra aquilo que temos visto acontecer cada vez mais por todo o mundo que é o crescimento de partidos e políticas de direita, capitalista, neo-liberal, racista e sexista.

A cidade impulsionadora deste movimento foi Washington. (se tiverem interesse no evento completo fica aqui) Escolhemos o vídeo de Asheley Jud a recitar o poema Nasty Woman na Marcha das Mulheres de Washington para começar o nosso artigo mas deixamos também o vídeo da performance de Nina Mariah Donovan, que é a autora deste poema.

Outras constibuição que queremos deixar é o discuro de Angela Davis porque é uma inspiração para nós e queremos que seja para vocês também.

Para além deste protesto, muitas foram as pessoas que mostraram a sua indignação e se não viram ainda, deviam ver o discurso de Meryl Streep nos Golden Globes que foi qualquer coisa.

Entretanto, porque quando estas pessoas sobem ao poder as mudanças não tardam a acontecer, elas já começaram a acontecer. Cortes nas políticas relacionadas com Planemanto familiar, pessoas impedidas de entrar no país, tenta dar-se início ao processo para a construção de poços de petróleo que irão contaminar a água de toda uma região mesmo depois da decisão do antigo presidente para isto não acontecer e o famoso plano para o alargamento do muro de fronteira com o México está efetivamente a acontecer. Até porque parece que ninguém sabe quantos países os EUA estão a bombardear. É isto pessoas, é isto.

By the way, se quiserem apoiar Planned Parenthood (se não sabem que instituição é esta em cima têm link para o vídeo da história desta organização) podem sempre adquirir coisinhas feministas aqui para ajudar.

Also, O que é que vocês sabem do Afeganistão. Quase nada né, apresentamo-vos – Paradise Sourori – a primeira mulher raper do país que toda a gente só conhece porque ah e guerra com os Estados Unidos e tal.

 

Janeiro também é mês de retrospetivas

E falamos de 10 vezes em quem mulheres negras enfrentaram a supremacia branca (nos Estados Unidos) #BlackGirlMagic

Por falar em BlackGirlMagic ficam aqui mais alguns exemplos de representatividade de mulheres negras que deixaram a sua marca em 2016 (mais uma vez muito virada para exemplos dos Estados Unidos da América, but still important).

P.S. – Parem de estereótipar a mulher negra.

E agora sobre outros exemplos de mulheres negras a fazer a diferença. No Ghana Bernice Dapaah tem uma empresa de bicicletas feitas a partir de bamboo em que emprega pessoas que de outra forma não teriam rendimentos e utiliza recursos locais para construir um meio de transporte importante para possibilitar a mobilidade de muitas pessoas.

Outras 17 mulheres que provavelmente não sabem quem são e wow se devem conhecer e que deixaram a sua marca em 2016 e continuam, e continuam.

 

E falar de representação é também falar de:

Superpessoasqueer e por isso apresentamo-vos – The Pride – comics de pessoas queer com super puderes.

 

e de Drag:

A incrível GLÓRIA GROOVE

Na história que tem 2000 anos ou nos exemplos desde os anos 20 de estilos Drag,

 

 Sobre moda, este mês que passou fizeram-se projectos que nos inspiraram.

E se houvesse uma marca em Portugal onde pudessem mandar fazer um fato construido à vossa medida – SharpeSuiting é a cena!

O QueeringStyle oferece um serviço de styling e por isso quando sabemos de outras marcas que oferecem serviços de styling ou personal shopping a pessoas queer ficamos tão felizes. A conhecer: GREYSCALE e a experiência de uma pessoa que experimentou o serviço neste vídeo.

E a marca espanhola – Palomo Spain – dá um twist mágico ao tradicional masculino.

E sobre o Iraque, o que é que sabem? Conheçam o movimento Mr Erbil #mudançaatravésdamoda

A história de um grupo inscrita na roupa que vestem. #reclaim

E se quiserem ser modelo queer a Qwear diz-vos o que têm de fazer.

 

No cinema:

Este mês estreou o filme – Hidden Figgures – que queremos muito ir ver para depois vos dizermos como foi.

Existem 13 filmes sobre lésbicas que vale a pena dar uma olhadela. (especialmente para quem diz que não existem filmes sobre lésbicas)

Parece que 13 é o número, mais 13 filmes que vêm ajudar-nos a pensar em questões de género.

Genderbenders no cinema – por Sabrina D. Marques.

 

Melhores notícias do mês:

No Brasil – Bela Vista – homossexuais expulsos de casa já têm uma segunda casa. 

Contra homofobia, vestidos, sapatos de salto e maquiagem. <3 #femmepower

Sabem o que são as Guias, a versão para meninas dos Escuteiros agora também para pessoas trans.

 

E Janeiro já foi.

Abraços pessoas lindas.

 

Queering style

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O queeringstyle é um espaço queer feminista, que tem como missão a visibilidade de discursos, de identidades variadas para que pessoas possam falar de si, estar e ocupar espaço.
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