8 Queer webseries que tens de ver
30/08/2017
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No Brasil o dia nacional da visibildade Lésbica é celebrado a 29 de Agosto e este foi o mote necessário para finalmente assentar as ideias que andavam a vageuar na minha mente e escrever uma lista de webséries queer, criadas e interpretadas duma perspectiva lés.

Aqui estão algumas das minhas recomendações:

1. Féminim/Féminim (2014)

Féminim/Féminim é uma série Canadiana escrita e realizada por Chloé Robichaud, que retrata as experiências de 6 lésbicas e esse grupo de amigos.
Com uma qualidade estética e um argumento muito superior ao das webseries a que muites de nós estão habituades é natural que apenas 7 episódios soubessem a tão pouco.
Mas há boas noticias! Afinal já estão a filmar a temporada 2 que deverá chegar ao público em 2018. Oh Canada….
A temporada 1 está disponivel aqui: http://femininfeminin.com/episodes/
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2. Couple-ish (2015 – 2017)
Couple-ish é outra série vinda do Canadá, pioneira na sua narrativa e nas legendas personalizadas repletas de humor sarcásticó-queer. Uma das personagens principais é Dee Warson, artista e pessoa
não-binária à procura de alguém para alugar um quarto lá em casa. Cut to: Rachel Mannt, uma estudante londrina que se apaixonou pelo país e não quer voltar para a Europa tão cedo mas infelizmente o seu visto está quase a expirar. O esquema que o casal arranja é fingir uma relação para que o governo não expulse Rachel do país, gravando vídeos com a ajuda da irmã de Dee, Amy Warson, que validam a sua união para o mundo exterior. E não se esqueçam das legendas 😉
Outro facto interessante sobre Couple-ish é que tanto Kaitlyn Alexander (Dee) que criou a série e Sharon Belle (Rachel) também fizeram parte do elenco de outra websérie queer: Carmilla ( podem espreitar mais à frente na lista)
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3. Her Story (2016)
Her Story é a história de duas mulheres trans Violet e Paige que vivem em Los Angeles e apesar da ideia generalizada de que esta cidade é uma das capitais queer dos Estados Unidos, encontrar alguém que nos
preencha a mente, o corpo ou o coração nem sempre é fácil… Violet (the coolest ever, Jen Richards) acaba por se interessar por uma jornalista lésbica chamada Allie (Laura Zak) que a quer entrevistar e esta
relação foi também a semente para a criação da série. Uma das suas criadoras, Jen confidencia que por causa do seu crush por Laura sempre quis trabalhar com ela e assim surgiu a desculpa perfeita para
que estas duas criadoras queer recriassem a vida, os amores e os contra-tempos de mulheres LGBTQ+ sem melodrama barato ou aquela doença/morte final que infelizmente já não nos surpreende mas ainda nos faz gritar por dentro
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4. Take my wife (2016)
Cameron Esposito é uma das comediantes mais cobiçadas dos últimos anos e se até agora não sabem de quem estou a falar… bem talvez não gostem assim tanto de comédia stand up? Talvez não saibam que ela já fez vídeos para o BuzzFeed ou para o canal feminista da Amy Poehler “Smart Girls” etc etc etc…
E é para isso que eu estou aqui! Para vos dizer que Take My Wife é a série que não podem perder este verão. Mesmo que a comédia não seja algo que vos interessa muito, mesmo que a voz da Cameron Esposito vos irrite profundamente (sendo muito honesta neste espaço seguro) prometo que vai valer a pena ver os 6 episódios de seguida e ficarem a saber como um casal de lésbicas ambas comediantes, navegam por uma comunidade ainda muito machista e que muitas vezes só aceita “uma lésbica por espectaculo” só naquela de preencher as quotas da diversidade…. *sarcasm*
E se não for por isto tudo, ver Rhea Butcher (mulher de Cameron) a dançar de maneira muito awkward e sweet durante 10 segundos vai vos salvar o dia… butchie swear!
O primeiro episódio está disponivel na sua totalidade no youtube https://www.youtube.com/watch?v=ep69729mGYc (os restantes estão algures na internet *wink*)
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5. Carmilla (2014 – 2016)
Carmilla é uma webseries de 2014 baseada no romance de Joseph Sheridan Le Fanu, publicado em 1872 muitos anos antes do clássico da literatura gótica “Dracula” de Bram Stoker. A perspectiva contemporânea a que podemos assistir nesta webseries evoca uma protagonista que embarca numa viagem de descoberta da sua própria identidade. Laura abdica de vez do papel aborrecido de vitima, presente em tantas páginas da ficção do século XIX. (e não só)
Carmilla é a vampira lésbica que a faz questionar o mundo e os seus próprios desejos e com a ajuda de muitas outras personagens complexas, a narrativa filmada apenas através da webcam de Laura, no seu quarto universitário, depressa nos prende ao ecrã desde o primeiro ao último vídeo. É sempre bom ficar a saber que uma relação lésbica fez parte dos primórdios desta tendência ficcional vampiresca e que há uns anos foi nos roubada por outra mulher cis-het branca... afinal qual é a pessoa queer que não gosta de umas dentadinhas? (GayStew certainly does now… more than ever… Halleloo!)
A terceira e última temporada foi publicada há um ano atrás mas um filme deverá sair ainda em 2017!
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6. Anyone But Me (2008)
Vi esta série há muuuuuitos anos atrás, talvez das primeiras webseries que realmente seguia e adorava. Mesmo que já não me lembre exatamente de tudo o que acontece, lembro-me perfeitamente que a personagem Aster Gaston (Nicole Pacent) foi a razão pela qual decidi comprar o livro Extremely Loud and Incredibly Close de Jonathan Safran Foer, tornando-se rapidamente uma das biblias da minha vida, assim como dos meus autores favoritos.
Mas voltando à história de Anyone But Me, a protagonista chama-se Vivian McMillan (Rachael Hip-Flores) uma adolescente obrigada a deixar Nova Iorque devido à saúde do seu pai, um bombeiro que trabalhou no Ground Zero após a tragédia de 11 de Setembro. Vivian fica longe da sua namorada Aster e esta a premissa principal dá azo a muitos desencontros e faltas de comunicação, já que na sua nova cidade Vivian não se sente segura o suficiente para falar da sua vida pessoal com ninguém, algo que abala a sua relação com Aster e consigo própria.
Podem ver da primeira à terceira temporada (mais uns vídeos especiais recentes) no canal de youtubehttps://www.youtube.com/user/AnyoneButMeWebSeries
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7 Apples
Uma das primeiras webseries espanholas ( juntamente com Chica Busca Chica) Apples é uma série divertida ao estilo de Friends, já que as personagens vivem todas no mesmo prédio e passam a vida na entrar e sair nas casas umas das outras. O retrato moderno daquilo que a comunidade LGTBQ+ tanto se orgulha, a tal família que nós escolhemos, com quem partilhamos verdadeiras montanhas russas de emoções, pois esta família está presente para todos os momentos. 
Seja para nos ouvir a derreter sobre aquele crush que não sabemos se é recíproco, seja porque a nossa familia biológica nos trata de maneira diferente ou agressiva por causa da nossa identidade ou simplesmente para ficar no sofá com aquele peluche de gato e uma manta a ver uma maratona de L word e esquecer o mundo por umas horas.
Uma das frases que nunca esqueci foi esta: “El amor está compuesto por cuatro letras, dos vocales y dos idiotas”
8. Pot Luck
Pot Luck 
é a primeira webseries lésbica da Nova Zelândia e por muito cliché que a sua narrativa seja por vezes, o importante a sublinhar é a representação racial e real de corpos que não se encaixam nos padrões de beleza mainstream e que contiuam a ser uma forma de discriminação, até mesmo dentro da comunidade LGBTQ+. Uma femme conservadora que ainda não conseguiu falar abertamente sobre ser queer com a sua mãe, uma Shane que por vezes tries a bit too had (quem nunca né?) e uma butch de coração mole e extremamente timida que representa TANTES de nós… aqueles que não conseguem chegar à frente do crush e dizer “oi” sem tremer por todo o lado (e entretanto a Shane da cena já lá foi com aquele smirk mágico, enquanto nós ainda estamos de pés colados ao chão a pensar na entuação perfeita ou no momento ideal para fazer acontecer…)
Pot luck é basicamente um pacto feito entre estas três amigas Debs (Anji Kreft), Mel (Nikki Si’ulepa) e Beth (Tess Jamieson-Karaha) para se juntarem todas as semanas e… o resto é história que têm de ver!
A segunda temporada está a ser gravada neste momento por isso vejam a primeira aqui: :https://www.youtube.com/channel/UCXu5_2wIxBg_2-5eKWa1QaQ


Gostava de ter tempo para ver todas as webseries incriveis de todas as listas mas se tiverem algumas recomendações imperdiveis por favor partilhem!

Raquel Smith-Cave

Raquel Smith-Cave

Se vão a festas queer, encontram-na lá a dançar na pista e a cantar por cima dos hits dos anos 2000.
Não se deixem enganar pela sua timidez, pode conversar horas a fio e tem sempre algum facto sobre música ou televisão que nunca tínhamos pensado antes.Com opiniões espevitadas, traz-nos opiniões e listas, do que ver e ouvir.
Raquel Smith-Cave

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