25 de Novembro – Marchou-se.
29/11/2016
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Dia 25 de Novembro

Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher

Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres 2016

O Manifesto foi escrito e foram muitas as pessoas individuais e organizações Governamentais e Não Governamentais que se juntaram.

Foi uma Marcha pouco manifestação. Um caminho institucionalizado, com muita polícia e aparato porque desta vez tivemos ministras e secretárias de estado. É importante, é bom elas estarem.

Mas espera, estamos a falar da mesma polícia que pergunta o que vestia quando a assediaram? A mesma polícia que diz pois, estava sozinha o que esperava. A mesma polícia que muitas vezes não faz nada porque não pode, assim dizem os procedimentos.

Outra coisa, sou só eu ou andamos a esquecer-nos que nem todas as mulheres têm vaginas? Será por isso que não se fala em transfobia no manifesto? Mulheres trans são alvos, morrem sem nem serem humanizadas, muitas vezes sem nem serem consideradas pessoas, nem em manifestos, nem em estatística nem em lado nenhum.

Foi uma Marcha, em que muitas pessoas se juntaram, não me lembro de ver tanta participação num momento destes mas, as palavras de ordem mal se ouviram, alguém se esqueceu dos megafones em casa.

É importante. É. Importa ir. Importa.

É importante dizer que a violência machista é uma questão que vai muito para além das palavras homem e mulher, muito para além do dia em que alguém leva porrada porque violência não é só feita de murros na cara.

É importante refletir as questões de género de fundo e ver com profundidade estas lutas. Perceber também que não começam e acabam no binário e no cisgénero.

Vamos, para dizermos que todas precisam ser mesmo todas. Quando falamos precisamos perceber que estamos a falar de sororidade, de privilégios e classe mas também de que somos na diferença e que não nos podemos esquecer de nenhuma.

Queremos que seja verdade, que quando, mexeu com uma, mexeu com todas.

Queremos que aquilo que não conheces, não entendes não seja razão para deixar de existir e que os feminismos sejam críticos, fodidos, entendidos de que o mundo não é só um, são muitos, cheios de muitas histórias e nenhuma deve ser menor que outra. Que os feminismos não sejam apenas politicamente correctos, porque as mulheres, todas elas continuam a morrer, uma atrás da outra.

#nemmaisuma

É importante, é. Importa ir. Importa.

Queering style

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O queeringstyle é um espaço queer feminista, que tem como missão a visibilidade de discursos, de identidades variadas para que pessoas possam falar de si, estar e ocupar espaço.
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