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12 Artistas Queer Que Queremos Que Façam Coisas Este Ano
20/02/2016
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Tender Bender

Tender Bender são a dupla feminista pela qual tanto esperámos.  Descrevem a sua música como algo entre queer electro singsong pop punk e a muito nossa V. é uma das metades do projecto, estando encarregue de escrever letras astutas sem filtros e com refrões altamente viciantes sobre feminismo, comediantes sem piada ou sororidade. A parte sonora passa pelas teclas do sintetizador de Aim, guitarrista da banda Anarchicks, que em Tender Bender usa o rap como arma de destruição feminista. Ainda apenas com dois concertos no bolso, 2016 promete!


Clementine

Clementine fizeram renascer o riot grrrl à portuguesa em 2015.  Com Frankie Wolf (Shelly Barrada) na guitarra /voz,  e Lena Huracán (Helena Fagundes) na bateria, os concertos ao vivo são eletrizantes, criando uma atmosfera nostálgica de canções pós-punk e lo-fi. Podem ouvir o EP “Bobadela Sessions” no bandcamp enquanto aguardamos pelo primeiro álbum que deverá sair ainda na primeira metade de 2016.


Daniel Lourenço

Daniel Lourenço editou o seu primeiro livro “Lábio/Abril” há um ano atrás, o culminar de palavras desprovidas de pudor, onde a prosa poética descobre novos alinhamentos históricos para manifestar identidades marginalizadas, através de personagens queer e feministas. Podem ler algumas palavras do Daniel aqui: queeringstyle.com/confessional-panasca/


Isaura

Isaura foi uma das revelações da música pop portuguesa em 2015. Os singles Useless e Change It tornaram-se favoritos das estações de rádio e o público sussurrou o refrão da Change It durante todo o Verão passado.  Com um som electro pop meloso, Isaura continua a explorar o potencial da música pop feita em Portugal.


Izzy Bunny

A Izzy Bunny faz umas cenas fixes e toca bué guitarra e faz rimas do caraças. Podem ouvir o elemento perdido das CSS no bandcamp, no entanto recomendo que vão a um concerto ao vivo pois a irreverência das canções lo fi com gritos e guitarradas pelo meio, é muito mais acentuada pela vulnerabilidade da Izzy Bunny em palco.


Johnny Hooker

Johnny Hooker é mais do que um cantor. É um performer nato que através da sua admiração por artistas como David Bowie, criou a sua própria identidade, balançando a estética do Glam Rock com a alma da MPB. O álbum “Eu vou fazer uma macumba para ate amarrar, maldito!”  de 2015 foi muito bem recebido pela crítica e Johnny recebeu o prémio para o Melhor Cantor na 26 edição do Prémio da Música Brasileira. Um artista versátil de quem podemos esperar ainda muitas surpresas.


Liniker

Liniker agitou toda a internet numa questão de meses. Um dos vídeos de apresentação do EP “Cru” atingiu de 1 milhão de visualizações em apenas uma semana e depressa surgiram oportunidades incríveis para alguém com uma carreira tão precoce. A voz ríspida e carregada de soul é a característica mais cativante à primeira audição mas desde logo a elegância, confiança e o sorriso gingão de Liniker elevam todos os outros elementos da sua música a um patamar universal de harmonia pura. Tudo faz sentido, é música do bem, é música do bom é música que embala a alma. Se com apenas 20 anos esta old soul já transpira tamanha sensibilidade, liricamente, musicalmente e em termos performativos, então os sortudos somos nós por estarmos a presenciar os primeiros passos de alguém que indubitavelmente nasceu para conquistar o mundo.


Miguel Bonneville

Miguel Bonneville é um ator e artista plástico que se expressa através das várias componentes performativas, desde a música, ao vídeo às  apresentações ao vivo, onde este desconstrói e reconstrói a sua identidade.  “A Importância de Ser” é o nome de uma série de espetáculos que Bonneville criou mais recentemente, homenageando alguns dos seus artistas prediletos e que mais influenciaram o seu percurso artístico e pessoal. As questões de género, o feminismo e a busca/perda da nossa identidade são alguns dos tópicos que o artista desenvolve nas suas performances. “A Importância de Ser Agustina Bessa Luís” é o capítulo mais recente desta série de espetáculos e esperamos por mais datas de apresentação do mesmo durante 2016.


Raquel Freire

Cineasta, escritora, ativista, Raquel Freire é uma das personalidades mais fortes e apaixonadas da nossa geração. Para além de artista, Raquel esteve sempre envolvida na politica do seu país (recomendo vivamente o documentário “Dreamocracy”) e é uma ativista da primeira fila quando se fala sobre os direitos da comunidade LGBTQ+ . O  seu primeiro filme “Rasganço” sobre a vida académica na cidade de Coimbra foi apenas a primeira janela para o mundo destemido desta humanitária sonhadora. Em 2013 publicou o romance intitulado “TransIberic Love”, que literalmente, mudou a minha vida. Uma história de amor do século XX onde duas personagens queer se reveem umx nx outrx e vivem uma paixão única, interligada por todos os aspetos sociais, culturais e políticos da Europa na década de 2000. Raquel Freire está em preparação para transformar esse mesmo livro em filme e esperamos que seja para breve.


Vaiapraia

Vaiapraia é o projecto pop lo-fi diy teen angst punk riot de Rodrigo Soromenho Marques que em conjunto com os elementos de Clementine começaram a tocar ao vivo como Vaiapraia e as Rainhas do Baile. Depois de ter lançado um ep em cassete há dois anos atrás e de terem dado concertos ao vivo descritos como frenéticos e sempre muito punque roque, o primeiro disco está a ser gravado neste momento e será editado ainda este ano.


Surma

Surma é um projecto one-woman-show de Débora Umbelino que vem suscitando curiosidade desde há uns meses para cá. A música de Surma é acima de tudo experimental, começando com um noise minimalista que Débora admite ser um verdadeiro puzzle, enquanto vai descobrindo aquilo que soa e encaixa melhor durante o seu processo criativo. Apesar de ainda só ter alguns vídeos ao vivo pela internet e de ter dado já alguns concertos pelo país, Surma espera apresentar um ep (ou um bandcamp fixe) muito em breve para que nós possamos desfrutar das aventuras sónicas desta multi-instrumentalista com um talento muito promissor.


Titica

Titica é “aquela que aguenta tudo e não tem medo de nada”. A cantora Angolana trans, é a grande estrela do Kuduro, não só no seu país como pela Europa e pelo Brasil. As suas músicas fazem mexer as ancas de miúdos a graúdos e isso comprovou-se ainda no ano passado quando esta veio ao Arraial Pride de Lisboa e pôs o público em delírio com o ritmo contagiante de canções como “Chão” ou “Estou na Parede”. Titica tem dois discos editados que foram muito bem recebidos em Angola e é um fenómeno da internet. Tanto por causa dos seus vídeos onde a dança é sempre rainha como pela sua personalidade forte e sempre muito carinhosa para com os seus fãs.

Raquel Smith-Cave

Raquel Smith-Cave

Se vão a festas queer, encontram-na lá a dançar na pista e a cantar por cima dos hits dos anos 2000.
Não se deixem enganar pela sua timidez, pode conversar horas a fio e tem sempre algum facto sobre música ou televisão que nunca tínhamos pensado antes.Com opiniões espevitadas, traz-nos opiniões e listas, do que ver e ouvir.
Raquel Smith-Cave

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